Grande parte do perdão a mim mesma

Eu não acredito, essa é a frase que mais combina com meu tipo de personalidade. Em contrapartida existem pessoas que pagam promessas nas quais acreditam serem de obra divina. E eu diante disso não tenho palavras, apenas não acredito.

Não é somente em Deus, mas em quase tudo. Parece que vivo uma eterna farsa, olho as pessoas como numa dança, cada um em seu papel mas que em um determinado momento a música vai parar de tocar, a magia vai acabar e cada um ficará imóvel, esperando o próximo passo, falseado. Pois é preciso existir a música para dançar, eu só acreditaria se mesmo no silêncio houvesse a dança, incondicionalmente.

Talvez muitas vezes seja através da dor que eu acredite em algo. A dor da perda que me abateu semana passada, os dias de cemitério e a fase do hospital que antecedeu a morte da minha avó. Ali sozinha entre meus pensamentos de desespero e esperança, eu acreditei que ela poderia ser eterna. Que mesmo sobrevivendo ligada à máquinas, era a minha avó, aquela que cuidou de mim. Eu perdi algo em que acreditava.

Não sei se me faço entender, mas acho que no momento estou nos livros de Camus. Sou a estrangeira. É a palavra que mais casa comigo. Tenho total indiferença pelo mundo em que vivo, sinto uma inadaptação, uma vontade de fugir.

Eis que surge em meu tumultuado caminho uma contradição. Será pela dor novamente que obterei a resposta?  No início achei que sim, achei que seria uma terrível tormenta em que por mais que eu tentasse me segurar da ventania, ela iria me levar. Agora já não sei mais. E isso me assusta mais ainda.

Imersa em vários tipos de sentimentos eu tento fluir. Mas isso sempre me pareceu impossível. Não sou do tipo que passa suavemente pela vida. E de certa forma eu sinto orgulho disso. Então eu acredito na maneira em que observo o mundo. Pode ser um tanto estranho, mas o fato de eu sempre estar em fuga é devido a eu acreditar em uma parte da vida em que muitos não enxergam.

Não tenho saído pelas noitadas cariocas. O motivo também seria não acreditar. Não acredito na felicidade dos bares. Não consigo me sentir bem. A música da boates me deixam entediada, o clima chamado de descontraído me deixa contraída e achando todo mundo do local idiota. Sou uma estrangeira, procuro meu país, minha casa.

Minha avó levou parte de algo em que acreditava. O amor dela por mim era incondicional, mas também acho que grande parte dele não existiria se não tivéssemos laços familiares. Eu serei amada por alguém sem ligação sanguínea comigo? Eu gosto de mim? Gosto do que vejo dentro de mim? É possível apagar as mágoas passadas, pedi desculpas aos mortos? Vovó levou grande parte do meu perdão a mim mesma.

E agora o que faço com essa nova brisa? Essa pequena ventania que rompe com minhas defesas mas não as tira? O que faço com você?

Eu gostaria de acreditar em mim. Mas não sei qual é meu papel nesse mundo. Só não quero ser igual, quero ser um pouco mais original. Talvez não queira me adaptar tanto, talvez fugir de vez em quando seja saudável. Talvez a única verdade existente nisso tudo é o não fazer sentido,  não concordar. O que eu busco com isso? Porque tanta rebeldia? Será que valeu à pena ? Não sei, não sei, não sei… Não sei se também acredito nisso.

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Atrasos

Estou atrasada em quase tudo na minha vida. Atrasada no amor, no trabalho e na saúde. Eu vivo assim porque sou obrigada a isso. Não gosto, sinto um leve desconforto. Aí é nessa hora que visto meu verniz, sorrio e tento não pensar. Mas às vezes caio na real e me vem a idéia de atrasos. Por isso escrevo. Sem uma certa infelicidade e desconforto não há como gerar arte. A arte é feita numa paz temporária após um furacão.

Não que agora eu não esteja em paz. Estou em meu trabalho, sentada na cadeira vendo meus amigos jogarem ping pong. Esse trabalho me faz bem, todos tem um espírito lúdico de lidar com a vida, principalmente os donos da empresa.

Mas sinto-me atrasada. Atrasada no amor. Olho a pessoa que eu julgo perfeita, ele não está solteiro, então procuro não pensar. Atrasei-me em conhecê-lo. Passamos pelos mesmos lugares, por vezes nossos caminhos foram cruzados. Mas estou atrasada. Perdi o rumo, e quando me achei, perdi muita coisa.

Por ter me atrasado, vivi lentamente, câmera lenta, como se o tempo estivesse congelado. Ainda estou nos meus 20 anos e não 28. Por isso ainda acho que posso tê-lo. Mas é improvável que isso aconteça. A vida me ensinou a abrir mão de muita coisa. Já lutei contra isso. Não gosto de perder, mas normalmente todos nós terminamos perdendo para o tempo. E assim me conformo.

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Fantasmas meus e seus

Não há nada que eu mais odeie nesse mundo do que gente com dor de cotovelo. Especificamente homens com dor de cotovelo que saem à procura de alguma substituta à altura de sua ex. A questão é que na maioria das vezes quem se mete nessa confusão sai ferido. Esse tipo de homem jamais vai se conformar com outra mulher. Até porque a dor está na cabeça, é algo tão simbólico, tão abstrato que é impossível de ser substituído. É um fantasma. Fantasmas só acabam quando deixam de assombrar. E porque assombram? Não é algo lógico, o amor está totalmente fora de lógica. Por isso substituir é perda de tempo. É necessário esquecer antes.

Paixão vicia, é droga e dói quando não correspondido. Não está no outro a capacidade de nos fazer esquecer alguém, mas na nossa mente, essa massa encefálica, nossos 100 bilhões de neurônios.

Eu tenho certeza que me meti em uma confusão assim. E estou aqui muito chateada. Odeio ser usada, não sou joguete, passatempo, diversão. Enxergo tão lucidamente tudo, sinto-me tão inteligente que por esse motivo me conformo de certa forma. Sei que ela não deve ser superior a mim nesse quesito. Sei que tenho algo a mais, só preciso administrar isso de forma melhor. Encontrar alguém que enxergue isso, não um bobo qualquer, como esse que se foi.

Porque alguém bonita e inteligente vive sozinha nesse mundo? Porque milhões de retardadas estão acompanhadas? Porque uma pessoa tão cheia de caráter como eu só pega caras sem escrúpulos? Isso tento resolver entre as quatro paredes do consultório do meu terapeuta. Entre nuances de rosa, o sofá verde oliva e alguns quadro de artes, lembranças da minha infância surgem, como num filme. Adianta lembrar tanto?

Tenho a nítida sensação de que ainda resido lá, na casa da minha avó, entre meus felinos, o sofá marrom de corino, a mesa de centro gelada com tampo de mármore branco e o tapete imitação persa.
No fundo estou lá, esperando para ver o filme da sessão da tarde, os domingos em que ela fazia pizza. Estou lá, esperando minha prima me visitar para brincar de bonecas entre as estantes cheias de livros, os móveis empoeirados. Permaneço lá, não cresci. Minha prima cresceu, mas eu não. Sempre tive medo de sair do meu lar. O mundo me assusta, os problemas, fantasmas, o enfrentar, o viver.

Estarei lá para sempre? Como posso exigir que alguém se esqueça do passado recente, se eu estou presa na infância. De certa forma eu entendo o que é ter fantasmas, também os tenho.

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Sapatos perdidos…

Estou completamente sem cabeça. Tenho que estudar muita coisa, mas antes preciso urgentemente mudar de mundo, internamente. Preciso fazer uma revolução em meus sentimentos, tudo, tudo tem que sair do lugar. Existe dentro de mim uma infinidade de sentimentos empoeirados e um deles talvez seja o amor próprio.

Eu sempre achei essa coisa de amor próprio brega. Toda música cafona tem alguém que resolve “se amar”. Eu nunca “me amei”. Gosto da minha imagem no espelho, curto meu corpo, cabelo, mas falta algo. O pior disso tudo é que a gente aprende a gostar ou não de nós mesmo na infância. Depois é bem difícil, só com terapia. Não que eu me odeie, eu me adoro. Só que às vezes me sinto indiferente a mim mesma, faço coisas que não reconheço saírem de mim, de minha alma. Passo por cima do meu self. E isso também a gente aprende na infância.

Ainda sou a mesma garotinha que ao brincar de boneca, perdia o sapatinho e chorava desesperada até encontrar. Os sapatinhos se foram, mas o sentimento de sapatinhos perdidos não. Ainda me sinto perdida muitas vezes, e de vez em quando reconheço erradamente que encontrei algo, sem ter encontrado. Sou talvez um tanto cega em meus sentimentos.

Reconheço-me bonita. Eu sei que sou. E mais do que isso, possua uma inteligência enorme. É chato falar, parece falta de modéstia, mas aqui é meu espaço, vou falar. Só que apesar de saber disso, parece que parte de minha mente despreza tudo isso. Como lidar com tal sentimento de inadequação?

Eu adoro gente, mas poucos são aqueles capazes de me conhecer profundamente. São pouco os que conseguem chegar a mim. É preciso primeiro não ficar na superfície. E eu muitas vezes me tranco, tenho medo, sou arredia. Há um mundo que evito freqüentar, o mundo dos sentimentos. E isso, também isso, a gente aprende na infância. Ainda sou a garotinha dos sapatos perdidos.

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Você possui apenas aquilo que não perderá com a morte; tudo o mais é ilusão

Eu desejo mais do que posso obter. E isso é com relação a tudo, a coisas e pessoas. Por toda a minha vida eu passo a desejar, a querer e a me arriscar para isso. Passo muitas vezes por cima de mim, passo sempre por cima de mim.

Nesse ano que passou eu aprendi a me conter. Só que estou murcha demais. Muitas coisas perderam a graça, inclusive o amor. Não amo, evito. E tenho conseguido prosseguir nessa vida seca de sentimentos.

Você possui apenas aquilo que não perderá com a morte; tudo o mais é ilusão. O que existe dentro de mim que ninguém pode tirar, nem o tempo? É talvez isso que procuro.

Olho os rostos, alguns me atraem. Mas será ele? Ele? Quem será o cara que vai conseguir chegar atá a mim… Ninguém me entende, ninguém compreende que tenho um medo terrível de me relacionar e acabar sendo rejeitada, machucada.

Hoje eu sou bonita, inteligente… Mas eu não possuo isso para sempre. Vou fenecer e daqui a algum tempo não existirei mais. Talvez minhas palavras fiquem perdidas no cyber espaço. Alguém algum dia lerá. Será que restarão tb lembranças dele em minhas palavras? Ou mina história será para sempre uma história de fugas?

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Em poucas palavras…

Há muito tempo que não escrevo nesse blog. E hoje, olhando alguns comentários, senti vontade novamente de escrever. Tanta coisa aconteceu e ao mesmo tempo eu descobri que estou no mesmo lugar. Apesar de ter mudado o cabelo, o corpo, os amigos e os livros de uma prateleira para outra, eu continuo imóvel. Isso realmente me deixa muito confusa. A minha total inércia diante da vida, a repetição dos mesmos erros, da mesma ladainha, sempre encontrando alguma justificativa para fazer as mesmas bobagens.

Na verdade o que procuro é algo que me faça entrar em movimento. Mas o que é esse movimento se não a busca pela felicidade?

Semana passada resolvi me inscrever em um curso de letras direcionado para uma formação em escritor. Eu preciso de algo mais intelectual na minha vida, além do Design. Falta algo em 3D, e esse “algo” é a parte pensante… 3D muitas vezes é seco, superficial. Sou uma pessoa que precisa de idéias. E para falar a verdade, eu preciso de quase tudo que ainda não tenho. Mas não são objetos, não é a parte objetiva da vida, mas a parte subjetiva dela. Não posso comprar o que me falta, não posso ganhar de alguém, somente eu mesma posso construir isso. E por estar imóvel, eu não alcanço o que me falta.

Voltei de uma noitada dançante. Fui a um forró universitário, aquele forró meio burguês zona nobre carioca. Dancei no recreio até duas da manhã. Coloquei em prática o que aprendo na academia de dança, mas meu sonho mesmo é dançar bem samba de gafieira com toda aquela mistura que lembra tango e bolero. Não é samba no pé que estou falando, não é o samba sozinho, mas o samba a dois. Muito bonito de se ver e divertido de dançar.

Após voltar lembrei de escrever aqui. Lembrei que comecei a escrever esse texto antes de sair e continuo ele agora, reclamando da minha falta de movimento subjetivo. Eu procuro por um tornado que me faça mudar os velhos hábitos. É difícil isso. Eu danço por fora, mas por dentro continuo parada, somente observando a vida passar… Sempre em busca da batida perfeita… Aquela que eu ainda não conheci.

Eu a turma da aula de forró…

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Quase…

Estou vivendo em um estado de “quase”… Estou quase trabalhando, quase boa profissonal e quase feliz. Não digo feliz porque feliz 100% é um absurdo em um mundo cheio de guerras e problemas de sobrevivência para muitos de seus habitantes. Não sou feliz porque quando saio na rua vejo crianças passando fome em sinal de trânsito. Então feliz nunca serei aqui no Rio de Janeiro. É até um desaforo ser feliz nesse estado de coisas.

Esse “quase” na minha vida se estende a quase tudo. Esse “quase” me acompanha em quase todas as tentativas de fugir a realidade dos meus dias. Um dos fatos que mais me deprime é o estado de quase lucidez da minha avó. Sua esclerose muitas vezes é irritante e ao mesmo tempo triste. Eu a amo muito, mas não é mais ela que habita aquele quase corpo. Minha avó é alguém que se foi e isso me deixa muito infeliz.

Preciso aprender a amar sua incompreensão com o mundo, com as palavras. Preciso amar o que restou, seu olhar parado, seus atos de loucura. Logo minha avó que era tão racional! Não posso ser feliz, seria um absurdo ser feliz com o sofrimento da minha avó.

Estou fechada dentro de mim, não entra ninguém aqui. Não deixo. Sou muito orgulhosa para contar meus problemas para os outros. Não conto. Sou um segredo ambulante.

Em meu quarto repousa Sophie, minha gata persa. No chão dorme Natasha, minha cachorra. Na sala Fiona dorme ao lado do jornal da minha mãe. E Sabbath, minha outra gata permanece escondida atrás de um aparelho de ginástica abandonado, que ninguém usa. Eu sou um pouco Sabbath. De todos os meus bichos talvez eu seja o mais assustado, o que ainda não reconheceu seu lar, o que ainda não sabe como voltar para casa.

Estou quase…

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Sophie

Sophie, minha gata persa, voltou para casa. Estou nas nuvens de felicidade. Foi um grande susto sua doença e logo após a descoberta, a cirurgia. Passei dias horríveis. Devido a infecção ela estava muito magrinha e o veterinário não deu garantias de sua sobrevivência. Mas deu tudo certo e ela está bem.

Não estou saindo muito de casa. Os remédios dela são duas vezes ao dia e quase sempre a deixo dormindo no meu quarto. Tenho cachorro e cachorros gostam às vezes de brincadeiras mais  brutas, rs.

É isso. O mundo fica tão completo depois de algumas tempestades!

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Até em nossas fantasias a realidade aparece e quase sempre há uma troca entre a vida e a arte.

É feio brigar no Rio de janeiro. Temo que também seja feio brigar no Brasil inteiro. Vou dar um exemplo chulo. Mas tudo possui algum tipo de verdade. Até em nossas fantasias a realidade aparece e quase sempre há uma troca entre a vida e a arte. Talvez por isso ser ator seja tão fascinante. Viver tantas vidas e não ter que possuir nenhuma!

Brigar tem seu lado ruim e seu lado bom, revigorante, refrescante. Temos que criticar, aprender a duvidar, tomar partido, gritar, expor nossas idéias. E idéias quase sempre não são bem aceitas.

Voltando ao meu exemplo muito chulo, bobo mesmo. Prepare-se que vou falar uma ignorância. Tampe os olhos e não passe dessa frase caso você seja sensível a burrice.

Eu vejo um reality show, o famoso BBB. Tenho o pay per view. Acompanho cada frase, cada comportamento e isso porque sou fascinada por tudo que é humano, tudo que vem dele, tudo que realça o mundo em que vivo. Quero entender o que me faz acordar e querer levantar a cada dia. Tantas e tantas vezes me sinto prisioneira da minha cultura! Já fiz bobagens por causa de ícones, exemplos mal dados, palavras mal digeridas. A televisão pode libertar e aprisionar.

Não sou radical de falar que a mídia é tudo de ruim que existe no mundo. Ela é uma força que nos faz nadar em marés variadas. Cabe a cada um decidir se vai além do horizonte ou vai parar nas bordas desse grande mar de informação.

O Big Brother é tão interessante que só entende quem enxerga longe, distante. Aos pobres de espírito ele é um programa cheio de gente tosca lutando por um prêmio. Aos curiosos por experiência humana ele é um nascedouro de conflitos. E não há nada melhor que observar conflitos, mesmo que conflitos de gente tosca. De alguma forma eles também nos pertence.

E foi isso que observei no show o medo, o medo de reclamar e brigar. Porque veladamente é tão feio brigar? Logo no Brasil! O Brasil esse país que mata milhões de fome, centenas de mortos por bala perdida, assaltos e corrupção! É feio brigar? Ou é feio brigar contra essa enorme força que é o medo. O medo total, solitário em sua essência! É o medo que nos coordena.

Os BBBs fogem de conflito. Conflito aqui não é a mesma coisa que conflito na Escandinávia. Nossos conflitos são tão agudos que contaminam nossa idéia de liberdade. Conflito no Brasil é sinônimo de sangue. Já na Escandinávia é um conflito de idéias rumo a alguma mudança.

O BBB Marcelo após gritar foi isolado do grupo. Ele está contaminado, ele lembra tudo aquilo que nos fere, que nos aterroriza. Entender esse programa não é para qualquer um. Entendê-lo é mexer na ferida de um país atolado em problemas de ordem social.

Silêncio! Fiquem parados, falem baixo que é doloroso mexermos na ferida. Há tanto para se fazer aqui, que a maioria prefere fingir que nada está acontecendo.

Marcelo é reflexo do medo. BBB não é um programa para qualquer entendedor.

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Aprendendo Maya

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Tutorial de um cenário urbano. feito no Maya.. Treinos noturnos…

Amanhã acho que minha gata Sophie recebe alta do veterinário… Estou feliz… Foi o dia mais feliz da minha vida vê-la recuperada na UTI… Sophie vale mais que muita gente desse mundo. Estou um pouco amarga? Estou sim um pouco amarga… Acho que isso é uma consequência para as pessoas que têm um pouco de massa encefálica… Somente uma pessoa muito burra pode ser feliz em um país como o Brasil que deixa milhares sem educação, saúde etc etc etc…

Mas hoje cheguei a conclusão que a época de carnaval me deixa “deprê”… Eu detesto carnaval, eu detesto micareta, eu detesto qualquer coisa que mostrem pessoas se remexendo à toa … Parecem um bando de retardados. O que são aquelas mulheres mostrando suas respectivas bundas com o peito estufado de orgulho? Sou um “ET” no Rio de janeiro, rs.

Estou tendo surtos de insônia com ataques de preguiça matutinos. A questão é que não durmo de noite e de dia fico extremamente cansada, o que é perfeitamente normal. Sou uma verdadeira maníaca com o controle da net. Passo em todos os canais, assisto aos programas de praticamente todos os canais com o micro ligado no 3D. Modelo e vejo TV, vejo TV e modelo…

Enfim…

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Qualquer um pode dominar um sofrimento, exceto o que o sente.

Estou em uma péssima fase. Minha gata, Sophie, está no hospital veterinário. Esteve entre a vida e a morte. Desde o primeiro dia de sua doença eu sofro sem fim. Não sei o que fazer. Parece que agora o perigo já passou, mas a espera depois da cirurgia é até essa sexta feira. Se até lá ela estiver bem, ela está curada.

Até sexta eu estou morta, aos pedaços. Esses animais que me olham com tanto carinho, que não sabem quem sou. O preço da internação da Sophie foi caro. Mas eu pagaria até mais. quero minha gatinha aqui comigo. Quero seu olhar novamente, seus dentes meios tortos ao miar olhando meu rosto.

Aguardo até sexta em profunda angústia.

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Big Brother

Bom, eu gosto do BBB… Então…

DEIXEM O JOGO COMEÇAR!!!

Li que Thalita está sendo quase o alicerce do jogo BBB. Nela está contido um pouco de vilão, de chatice e de confusão. Coisas essenciais para o jogo ficar interessante. Afinal aqui no Brasil BBB virou um pouco novela e torcida de futebol.

Em cada parte desse mundo o BBB ganha um tom, uma pintura. Pode ser que na Holanda não seja feio brigar, então é permitido inconscientemente brigar. Eles não serão crucificados pelo público ao brigar pela liderança, por comida, por amor ou amizade. Aqui isso é condenado. Anos de ditadura fizeram o público olhar com maus olhos quem briga e se expressa. Parece brincadeira, mas isso está em nossa corrente sanguínea.

Não acho Thalita importante no jogo, acho-a chata. Nesse jogo o ator principal é o medo. Medo de ser transformado em um “cowboy” da vida. Em ter sua imagem deturpada pela edição do programa. E como todo feitiço vira contra o feiticeiro um dia, a produção do BBB está pagando o preço pelo BBB7. Estão pagando agora o que fizeram ao Cowboy. Thalita chora e esperneia porque sabe que está numa roleta russa. Não depende dela, mas das idéias folhetinescas que a produção do programa guarda para ela. Que papel eles vão escolher para a moça? Ela será o alemão ou o cowboy?

Pobre Cowboy! Inteligente, com garra e amigo. Saiu do programa como o grande vilão, o duas caras, o Henrique de Desejos Proibidos! Porque diabos aqui no Brasil tudo vira novela? Porque não se mostra o que realmente está acontecendo lá dentro? Porque desinformar o público?

Nessas horas fico com raiva. Somente eu e a galera toda da “Comunidade BBB” enxergávamos o programa como ele era. Mas será que temos amigos que ficar raivosos? Temos que ter orgulho de ver além, de ter senso crítico. Não somos teleguiados feito ovelhas!

GLOBO deixe o jogo começar poxa!!!!

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É preciso viver acompanhado…

Quando eu era criança eu troquei várias vezes de colégio. Isso fez com que eu chegasse à fase adulta sem ter muitas “amigas de infância”.

Há alguns meses eu estou sentido falta disso. Não sei explicar, mas é uma falta enorme. Acho que tudo isso foi desencadeado pelas duras palavras da Diana, uma amiga minha que se descontrolou e brigou comigo por causa de um cara. Não que ela tenha me atingido, não atingiu, mas foi pelo ato em si. O excesso de agressividade, o cair da máscara. Eu não sabia o que exatamente ela pensava sobre mim, e descobri naquele momento. E foi por causa de tão pouco, que fico imaginando o que seria se algo grande estivesse envolvido.

Outra coisa detonou minha sensação de perda. Fiquei amiga de um grupo muito coeso e interessante da comunidade judaica. Todos se conhecem há muito tempo e ali noto traços de amizade verdadeira entre eles. E isso me fez ver o que eu não tenho. Estou sentindo uma mistura de dor, angústia e falta. Mais precisamente falta de gente.

Desde que saí com o D.E. minha relação com a Diana se acabou. Não sei se há volta da parte dela. A gente se fala quase todos os dias, saímos juntas, mas há um fosso separando nós duas. Não me arrependo do que fiz, até porque não fiz nada grave, nem ela perdeu o que não possui e nem iria possuir. Perdeu uma fantasia, perder fantasias dói porque elas são perfeitas. O cara que ela imaginava era adorável e iria amá-la. O cara real não seria nada disso. Tenho que tomar cuidado ao escrever aqui, não posso revelar tudo.

Como eu posso lutar contra uma fantasia feminina de romance? Eu sou a destruidora da fantasia dela, e essa se torna mais forte quando destruída por mim antes de sua bolha de sabão estourar. Eu não permiti que isso acontecesse a ela. Ela não levou o tombo sozinha, eu ajudei a antecipar o tombo. A culpa dele não querer algo com ela não é porque ele nunca iria querer e sim porque eu impedi de acontecer.

Algumas mulheres deturpam a realidade. Eu tenho essa tendência, mas é que fiquei muitos anos congelada no tempo entre minhas angústias e minha anorexia nervosa. Não aprendi a lidar com certas situações. Estou aprendendo isso de forma rápida e um pouco cruel. Tenho me atirado na vida de determinada maneira que sinto que às vezes é um suicídio simbólico.

Não estou conseguindo lidar com tudo isso. São misturas de sentimentos tão contraditórios. Ao mesmo tempo em que estou feliz de ter feito novos amigos, enfrento também um sentimento de não pertencer aquele grupo, é como se eu estivesse sempre sozinha. Parece que parte do meu tempo se foi, perdi o trem.

O “D.E” me fez mal porque fiz muita bobagem. Sabe aquele lance de você querer sempre sair “por cima” da situação, com sua honra intacta? Isso pode ser até besteira diante da imensidão da vida e dos anos que vêm por aí, mas neste momento me sinto uma perdedora. Porque não mostrei minhas garras?

E sigo com esses vazios mal preenchidos…

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Trasformo amores em coisas…

Eu tenho que estudar, mas não estudo. Tenho que esquecer , mas não esqueço. Tenho que superar, mas não supero. Tenho que aprender a negar, mas não nego. Tenho que não cair em um precipício, mas sempre caio. Tenho que domar a mim mesma, mas tudo o que faço é pelos meus desejos. Costumo comprar simbolicamente tudo. Trasformo amores em coisas, transformo roupas em alegria. Costumo sair na noite por capricho e compulsão.

O que eu sou realmente? Em que mundo eu vivo? O que me fez ser isso? Minha mãe tenta fugir de alguma culpa e diz que sou toda o meu pai, que ela fala ser a ovelha negra da família.

A questão é que não tenho ninguém que me diga quem sou. Aí vivo assim, sem saber. Meus amigos me conhecem por trás de uma véu.Ali escondida tento ser o que gostaria de ser, mas penso se sou aquilo ou sou o que minha mãe me diz. Que pessoas estão certas sobre mim? Quantas caras eu tenho?

Eu tenho um talento, conquisto as pessoas, faço amigos em qualquer lugar. Tenho profundo orgulho disso. Não temo o outro, vou de peito aberto. Mas mesmo assim sou angustiada. Parece que não adianta gostarem de mim, pois eu muitas vezes não gosto de mim mesma.Eu me desmancho em culpa. Tudo se torna nulo, inexistente.

Preciso ter uma profissão, até agora a única coisa que me dá profundo prazer é escrever. O resto parece obrigação e me causa ansiedade. E será que o que escrevo agrada as pessoas?Ou também não fará sentido? Mais uma vez não sei o que sou em termos de profissão.

Que lugar me pertence? Pareço um viajante que perdeu seu mapa em um lugar distante de casa, outro idoma, ruas vazias, casa de portas fechadas. Não há como “entrar” mais aqui em casa. Perdi por completo a credibilidade com minha mãe. E essa pouca crença em mim tira minha identidade. Sou aquela que vaga pelo apartamento.

Acho que de alguma forma meu véu cai de vez em quando no mundo fora do meu domínio. e de uma forma estranha eu me sinto livre.

Sou uma tampa meio destampada, sou um conteúdo muitas vezes mofado E me perco do meu quarto desarrumado, uma mistura de conforto e falta de organização. É minha mente o que vejo entre prateleiras empoeiradas, livros amontoados e ropas jogadas no cabideiro.

Comprei um cachorro. Ela tem me dado muita alegria. Não há cobranças entre um animal e seu dono. O que me falta é uma descrição precisa da minha pessoa. Somente isso vai me trazer paz.

Essa é Natascha…

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Edição que fiz no photoshop de mim mesma.. A tatuagem é fake.

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Não sou fâ da Avril Lavigne, mas essa música mostra uma garota perdida entre rostos na noite, por isso gostei do clipe. lembra minhas noitadas pelo Rio de Janeiro, lembra o que sinto.

Por favor, dancem para mim enquanto as luzes coloridas piscam e o som alto silencia minha voz.
Não há o que pensar entre tanta alegria artificial, somente meus pés doloridos pelo salto me causam dor.
Esbarro entre sentimentos e sonhos dentro dos inferninhos e desejo que a noite se prolongue por dias…
Só há noite em mim . É o lugar que tavez me pertença verdadeiramente, aqueles corpos dançando sem saber porque, aquela falsa empolgação, isso tudo sou eu durante o dia.

COMENTEM !!! Gostaria de ler suas opiniões…

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O mundo é uma infinita troca…

Esse final de semana não foi diferente do final de semana passado. Eu que deveria ter pego nos livros e estudado, saí para 2 noitadas. No início de uma delas me deu uma louca vontade de ir para a Lapa, bairro da boemia carioca. Acho que naquelas ruelas cheias de bares e gente de tudo quanto é tipo, eu me encontro muito mais que nessas boates chiques da zona sul carioca. Apesar de eu me vestir como uma “patricinha”. Minha alma não é essa, é mais que isso, ela quer sair de dentro de mim, transbordar…

Minha amiga ligou logo pela manhã da última sexta feira. Naquele dia havia também começado a combinar uma night com minha mais nova turma de amigos. Sou extrovertida, faço amigos em qualquer lugar. Talvez isso seja a única coisa que venha a me orgulhar verdadeiramente em mim.Gosto das pessoas, gosto de me divertir com elas. Aprecio uma mesa cheia, barulho de gente, risos e novos rostos. A cada novo conhecimento eu me torno mais feliz. Só consigo viver na presença de muitas pessoas, diferentemente da minha mãe. Ela é mais reservada, eu não.

O mundo é uma infinita troca. O que pode acontecer a cada novo ser humano que entra na sua vida trazendo suas idéias, hábitos e costumes? E se você pensar esse ser vai trazer outros e mais outros rostos para sua vida. Uma nova pessoa pode ser um furacão, mudar tudo para o bem o para o mal. Ela pode te ajudar a construir ou destruir. Nem sempre destruir é ruim. Eu queria destruir alguma crenças que tenho, gostaria de destruir um pouco do meu egoísmo, de minha “maldade” e também da minha bondade. Bondade demais atrapalha, pena demais não faz bem, orgulho demais interrompe certos caminhos, alegria demais nos cega.

Queria tirar de dentro da minha cabeça uma pessoa. Ele não sai, simplesmente cismei, cismei que gosto dele. E acho que não gosto, mas como estou ocisosa em pensamentos, passo o tempo me ocupando em pensar nele e nos poucos momentos em que estivemos juntos. Loucura isso ou é apenas falta do que fazer? É muito engraçado eu chegar a essa conclusão.

Queria alguém para me reconstruir. Tantas e tantas pessoas passam por mim, mas nenhuma delas a quem eu possa confiar todos os meus segredos. E como tenho segredos! ninguém faz idéia.

Esse final de semana estava com vontade de tomar uma certa atitude na noitada de sexta. Resisti até o final, fugi, fui para longe. Outra vez não pode acontecer. A primeira vez que erro a culpa não é minha, a segunda é porque estarei fazendo conscientemente o erro e a culpa será toda minha. Mas com minha personalidade eu creio que mais um pouco e estarei repetindo a mesma história. Estarei andando em círculos, estarei, estarei, estarei, estarei… E sei que vou repetir, repetir e repetir…

Segue abaixo meu mais novo trabalho ainda não finalizado. Estou modelando uma ruela de Veneza. faltam as texturas e iluminação.

veneza

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As várias garrafas de vinho…Here’s Where the Story Ends

Estou emocionada com os últimos comentários em meu blog. É muito bom trocar idéias, ter um público que gosta de você. Eu existo. Acho que passamos a existir quando mesmo distante você compartilha suas idéias. E somos tão parecidos, assustadoramente parecidos. Feitos da mesma mistura, mesmas emoções. Isso nos faz bem.

Estava ontem de noite navegando pela net e sem rumo. Deparei-me com uma definição para a palavra paixão. Assustador o que li. Não por ter palavras fortes, mas por isso estar realmente povoando minha mente. Quase diariamente penso nele. É uma cólera como diz o texo do dicionário? É um vício? Uma grande mágoa? Uma alucinação? Tudo isso foi a definição que li. E tinha mais! Falava de sofrimento intenso e prolongado.

Creio que sofro intensamente. Tudo em mim é assim, intenso. Faço um drama sem limites. Ao longo desses quase dois meses sem ele, tomei várias garrafas de vinho. Gosto de tomar na varanda do meu apartamento, geralmente de madrugada. Choro um pouco, minha gata me acompanha, calma do meu lado. De vez em quando mia olhando em meus olhos. Parece que ela entende que estou sofrendo.

Queria saber a razão por estar assim. Não sei se depositei minhas fantasias nele. Acho que tudo foi confuso, que ele não entendeu. Eu sou confusa, jogo mal o jogo do amor, da sedução.Em vários momentos eu tento me defender, falo o que não penso. E de repente houve uma total falta de comunicação.

Passei também esses quase dois meses saindo feito uma alucinada para a noite carioca. Eu tentava entre bocas e perfumes substituir seu fantasma por outro. na verdade ele agora é um fantasma que me persegue.

Em uma das saídas eu o encontrei. Foi muito doloroso. Geralmente ninguém decifra meu real humor. Pareço feliz, brinco, sou agradável. Mas por dentro estava me contorcendo. Olhar para ele foi doloroso. Por momentos o fantasma ganhou corpo, fez-se presente. E as lembranças me atormentaram novamente. Não consigo parar de lembrar.

Estou agora evitando as noites na varanda com vinho tinto, ficaram sem graça.Tornaram-se clichê. Agora fico na madrugada acordada, vendo algum filme que possa me fazer entender. Mas ele está aqui me assombrando.

Eu tenho uma paixão, um martírio, uma mágoa, uma cólera. Tenho um afeto violento, ardente. Tenho um fantasma. Nada disso eu posso tocar, pegar para colocar fora de mim. Tenho uma maldição. Até quando?

David, amei a música. Já fiz download. Passou a ser parte da minha trilha sonora, rs.

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Por favor, ponha máscaras!

Por favor ponha máscaras, ou qualquer um dos seus íntimos disfarces. Quero minha nudez, solitária, porque o baile a cada hora acaba, as fantasias sempre se renovam, e eu pretendo sobrar assim, sem nada… Se alguém, intrépido, insiste em permanecer tal como é, nu ou despojado, ao partir vai me despedaçar com sua ausência. Serei então melancolia e saudade sem tréguas. Enfim, o meu retrato: O negativo irrevelável de quem se mostrou, partiu e me legou a saudade eterna.
(Antonio Carlos Mattos)

É incrível a facilidade com que representamos diante dos outros. É quase inevitável e faz parte do ser humano. Eu não gosto dessa característica da nossa sociedade, não gosto de jogos, mas acabo jogando. Não é somente a nível sentimental, mas também com amigos, conhecidos e outros. Eu gostaria muito que alguém me conhecesse como sou. O que acontece é uma loucura total. Julgamos o outro pelo que ele aparenta. E quase sempre não entendemos seu comportamento que parece não coincidir com que ele mostra ser.

Eu me arrependo de certas máscaras. Foram como um escudo para mim, mas acaba que as pessoas não entendem. É muito difícil encontrar alguém que ultrapasse a barreira que construímos a nossa volta. E isso certamente não é bom. Sou às vezes uma moradora de masmorras. Lembro da minha última viagem à Europa. Lembro da França e seus castelos. Sinto-me lá, presa na torre de minhas defesas.

Rapunzel, Rapunzel, jogue suas tranças!

Tu então não existes? És um jogo, um simulacro, que me oferece enganos como se fossem flores? Tu então és aquele que desaba com meu riso e se fortalece de minhas dores? Tu, afinal és alguém ou és algum dado rolando em gastos tabuleiros…? (Claudia Letti)

Desaparecer é uma constante. Não falo fisicamente, mas em termos do que eu achava e não acho mais. Nossos pensamentos são traidores. Não pensem que tirei isso de uma frase que circula pela internet que todos pensam ser de Willian Shakespeare. Essa citação está batida, mas penso isso antes de tê-la encontrada perdida pela net e seus filósofos de plantão. Mas nossos pensamentos são traidores.

Se nos pudéssemos ver como os outros nos vêem, compreenderíamos até que ponto as aparências são enganosas. (Franklin Jones)

A gente vai vivendo. Tentar lidar com a verdade, tentar encontrar a verdade no outro é uma longa estrada. Será que teríamos coragem de nos mostrar? Acho que não. As máscaras são normais até certo ponto. Depois de ultrapassar um limite, elas se tornam perigosas. Vivi uma situação assim. Foi a pouco tempo que uma pessoa usou métodos não convencionais, convencionais, risos. Convencionais e não convencionais é porque o uso dela é comum. Cabe a Rapunzel não jogar suas tranças da masmorra.

Ontem conversando com uma amiga pudemos descobrir que tudo passou de uma atuação. Eu caí na isca. O que posso pensar disso tudo? Penso que não sou tão diferente, também jogo armadilhas. Mas minhas armadilhas são bem intencionadas.

Volto para minha torre. Gostaria muito de descer dela. Aprendo com as máscaras e acho que elas de certa forma me ajudam a crescer. Rapunzel jogará suas tranças? Claro que sim!

Cartaz do filme que amei,” o Despertar de uma Paixão”. Baseado na obra de W. Somerset Maugham. Uma coisa que vem me incomodando é a falta de algum cara que goste de filmes “cabeça”. Não sei se estou andando por estradas erradas… A verdade é que dói assistir filmes que ultrapassam o superficial. Talvez as pessoas queiram evitar a dor… Mas eu gosto de colocar a mão no fogo. Minha mãe, psicóloga, sempre trouxe filmes para lá de profundos, geralmente europeus e americanos de boa qualidade.

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O HOMEM DE LA MANCHA

Não gosto de colocar muitas sitações no blog… Gosto de escrever o que vem de mim. Mas essa que ouvi, eu tenho que colocá-la…

O HOMEM DE LA MANCHA

“SONHAR MAIS UM SONHO IMPOSSÍVEL
LUTAR QUANDO É FÁCIL CEDER
VENCER O INIMIGO INVENCÍVEL
NEGAR QUANDO A REGRA É VENDER
SOFRER A TORTURA IMPLACÁVEL
ROMPER A INCABÍVEL PRISÃO
VOAR NO LIMITE IMPROVÁVEL
TOCAR O INACESSÍVEL CHÃO
É A MINHA LEI
É MINHA QUESTÃO
VIRAR ESTE MUNDO
CRAVAR ESTE CHÃO
SE É TERRÍVEL DEMAIS
NÃO ME IMPORTO SABER
QUANTAS GUERRAS TEREI DE VENCER
POR UM POUCO DE PAZ
E AMANHÃ
ESSE CHÃO QUE EU BEIJEI
FOR MEU LEITO E PERDÃO
VOU SABER QUE VALEU
DELIRAR E MORRER DE PAIXÃO
E ASSIM
SEJA LÁ COMO FOR
VAI TER FIM A INFINITA AFLIÇÃO
E O MUNDO VAI VER UMA FLOR
BROTAR DO IMPOSSÍVEL CHÃO.”

(Miguel de Cervantes)

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